Trecho da BR-163 onde seis morreram em acidente não é duplicado e tem o pedágio mais caro de MS

A morte de seis pessoas em um trágico acidente na , entre  e Anhanduí, na quarta-feira (10) reascende a discussão sobre a duplicação da rodovia, que há anos está apenas no papel.

Inclusive, o trecho do acidente, no km 429, tem o pedágio mais caro de Mato Grosso do Sul. De acordo com a tabela da CCR MSVia, empresa que tem a concessão da rodovia, o preço da taxa para automóveis, caminhonetes e furgões é de R$ 9,10, num trecho que sequer é duplicado.

último reajuste, em agosto do ano passado, aumentou a taxa em 16,8%. Para fins de comparação, o trecho com pedágio mais em conta fica no início da rodovia, em , custando R$ 6 – mais de R$ 3 a menos que o situado em Campo Grande.

Ao todo, a CCR MSVia mantém nove pontos de pedágio em Mato Grosso do Sul e o valor cobrado no trecho do acidente que vitimou seis pessoas apenas se iguala ao ponto oito, em Rio Verde de MT.

O preço em trechos duplicados chegam a dobrar de valor, podendo chegar a R$ 54,60 para caminhões com reboque, caminhão-trator com semirreboque de seis eixos. Investimentos e duplicações de trechos críticos são cobrados há anos da CCR MSVia.

 

Pressão por duplicação

Inclusive, a pressão pelas obras fez empresa não cumprir o contrato e devolver a concessão. Entretanto, voltou atrás, mas um processo de relicitação já estava em andamento. A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) planejou relicitar a rodovia em 2020, mas avaliou que a repactuação do contrato com a MSVia seria mais vantajosa.

A conclusão do processo aguarda a aprovação final do TCU (Tribunal de Contas da União). Segundo o CFO da CCR, Waldo Perez, o prazo para o grupo de trabalho criado pelo órgão dar uma resposta sobre o caso é de 90 a 120 dias.

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