Sobrinho de Pavão e ex-fornecedor da Sejusp-MS foram alvos de busca na 2ª fase da Sucessione

Jonathan Gimenez Grance, conhecido como ‘Cabeça’, sobrinho de Jarvis Pavão, Gerson da bateria, ex-fornecedor da -MS (Secretaria de Estado de Justiça e  de Mato Grosso do Sul), e o militar aposentado, Carlito Gonçalves Miranda conhecido como ‘Gambá’ foram alvos de busca e apreensão na segunda fase da Operação Sucessione, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), na quarta-feira (20), segundo informações obtidas pelo JornAL.

Segundo apurado, os alvos das buscas em Campo Grande não foram encontrados, já que pelo menos dois estariam viajando. Conversas extraídas dos celulares apreendidos na primeira fase teriam apontado para os nomes alvos de busca nesta segunda fase da Sucessione.

O ex-fornecedor da Sejusp prestava serviços de manutenção nos veículos da secretaria junto de outras credenciadas, mas atualmente não presta mais o serviço à Sejusp. Nesta segunda fase havia pedido de prisão para o militar aposentado além do mandado de busca. 12 prisões foram convertidas em preventivas.

A primeira fase foi deflagrada no dia 5 deste mês. De acordo com o , a organização criminosa agia de maneira violenta para estabelecer seu domínio, mesmo depois da ação em outubro de 2023, quando 700 máquinas do jogo do bicho foram apreendidas em um QG, no bairro Monte Castelo.

Segundo as investigações, a organização é integrada por policiais militares da reserva e de um ex-policial militar, que se valiam de sua condição, especialmente do porte de arma de fogo, como forma de subjugar a exploração do jogo ilegal aos mandos e desmandos da organização criminosa, tudo para tornar Campo Grande novo território sob seu comando.

15 pessoas foram indiciadas no dia 19 deste mês por integrarem organização criminosa armada, estruturalmente ordenada e com divisão de tarefas, voltada à exploração ilegal do jogo do bicho, roubos triplamente majorados, corrupção, entre outros crimes graves.

STJ nega pedido de liberdade de 3 presos

STJ (Superior Tribunal de Justiça), negou no dia 19 deste mês, o pedido de liberdade de três presos na Operação Sucessione, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), no dia 5 deste mês.

O pedido de liberdade foi negado a Diego Souza Nunes, um dos assessores do deputado estadual Neno Razuk, que também foi alvo da operação com mandados de busca e apreensão cumpridos na casa do parlamentar, no residencial de luxo Damha.

Também foi negada a liberdade para o sargento Manoel José Ribeiro, conhecido como ‘ Manelão’, e para Valmir Queiroz Martinelli, que seria o responsável pela aquisição das máquinas do jogo do bicho que foram encontradas na casa, no Monte Castelo.

Na deflagração da operação foram cumpridos 10 mandados de prisão e 13 mandados de busca e apreensão. Os mandados de prisão foram cumpridos em Campo Grande e Ponta Porã.

Primeira fase da operação

As investigações que deram origem a operação Sucessione contra o jogo do bicho, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), no dia 5 deste mês, em Campo Grande, descobriram que a organização criminosa estava inserida nos órgãos de segurança pública de Mato Grosso do Sul.  Investigação confirmou denúncia de servidores que vincularam ‘guerra do jogo do bicho’ com contravenção na Sejusp, conforme antecipou o Midiamax em reportagem no mês de outubro.

O deputado Neno Razuk (PL) foi alvo da operação que cumpriu contra ela um mandado de busca e apreensão. Quatro assessores do deputado foram presos.

O empresário José Eduardo Abdulahad foi alvo de mandado de prisão nesta terça-feira (5). Ele não foi encontrado até o momento e poderá ter o próprio filho como advogado de defesa. Rhiad Abdulahad já atua na defesa do deputado estadual e assessores parlamentares.

Segundo as investigações, a organização criminosa era responsável por diversos roubos praticados em plena luz do dia e na presença de outras pessoas, em Campo Grande, na disputa pelo monopólio do jogo do bicho local.

As investigações constataram, ainda, que a organização criminosa tem ‘grave penetração’ nos órgãos de segurança pública e conta com policiais para o desempenho de suas atividades, revelando-se, portanto, dotada de especial periculosidade.

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