Sem respostas, guardas municipais e profissionais da enfermagem decidem manter acampamento em frente à Prefeitura

Um grupo de servidores da GCM (Guarda Civil Metropolitana) de Campo Grande, se uniu a profissionais da enfermagem que estão acampados desde sexta-feira (8) em frente à Prefeitura de Campo Grande, para reivindicar melhores condições de trabalho, pagamento do adicional de insalubridade, periculosidade, noturno e promoção dos enquadramentos de cargos e carreiras.

A reportagem conversou com o advogado Márcio Almeida, representante dos sindicatos da GCM, da enfermagem, dos médicos e de gestão de estratégia. Ele explicou que os profissionais realizaram uma assembleia e apresentaram diversos pontos que serão documentados e entregues na Câmara Municipal de Campo Grande.

“O principal é cumprir as decisões judiciais e retirar a lei que quer pagar a folha secreta”, explicou o advogado.

Os profissionais que participam do protesto afirmam que foi decidido em assembleia que o acampamento permanecerá em frente à Prefeitura, e muitos outros representantes devem se juntar a eles. O advogado ressalta que apesar das tantas tentativas de tratativas, ainda não houve devolutiva do executivo para com as entidades.

“Não houve reposição da inflação no ano passado. São diversas determinações que não estão sendo cumpridas”, ressalta.

Ângelo Macedo, presidente do sindicato de enfermagem do município, contou que ainda não houve um diálogo com a Prefeitura desde que começaram o acampamento. “Hoje esse acampamento ganha um reforço da guarda e de muitas outras entidades que estão vindo”.

Para a enfermagem, a luta agora é conseguir pagamento por insalubridade, adicional noturno e as promoções cabíveis. Para a categoria, “essa situação é um retrocesso”.

Paulina Barbosa Ferreira, presidente da Associação de Servidores Municipais de Nível Superior, também esteve no ato e pontuou: “estamos há 12 anos com nossos direitos atrasados”.

“A Prefeitura alega que não tem dinheiro. Nós judicializamos, ganhamos em segunda instância, mas ela prefere pagar a multa do que nossos direitos”. A enfermagem de Campo Grande ganhou na Justiça o direito ao adicional de insalubridade, porém, mesmo com decisão judicial e liminar, a prefeitura não faz os pagamentos. A 5ª Câmara Cível do TJMS (Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul) rejeitou recursos da prefeitura tentando adiar o pagamento.

 

Botão Voltar ao topo