Preso por morte de radialista, ex-prefeito é condenado por contratar “fantasmas” – O esquema fraudulento resultou em um desfalque no valor de R$ 362.989,16 nos cofres da Prefeitura Municipal. A sentença, proferida pela juíza Mayara Luiza Schaefer Lermen, determinou que o ex-prefeito e outros envolvidos: Chefe de Gabinete, Secretário de Finanças, Secretária Municipal de Educação, Diretor do Departamento de Recursos Humanos e Secretária de Administração, devem ressarcir o Município pela quantia desviada, acrescida de juros de mora. O inquérito civil público, instaurado pelo Ministério Público para investigar os fatos, revelou que o ex-prefeito e os demais que exerciam cargos de confiança atuaram de forma coordenada para desviar recursos públicos por meio do pagamento a pessoas que não faziam parte do quadro administrativo da cidade, os chamados “funcionários fantasmas”. O esquema teria ocorrido, no mínimo, de julho de 2002 a junho de 2003. Durante o processo, a defesa do ex-prefeito alegou a inexistência de provas que o incriminassem, no entanto, o Ministério Público reforçou que Eurico Mariano foi o idealizador do plano de desvio de recursos públicos, em conluio com seu chefe de gabinete, que tinha total liberdade para contratar servidores que não trabalhavam no poder público. Após analisar as provas e argumentos apresentados, a magistrada determinou a condenação não somente do ex-prefeito, mas também do Chefe de Gabinete e de todos os Secretários lotados em Coronel Sapucaia durante o mandato de Eurico Mariano. Preso pela Interpol – Eurico Mariano foi condenado a 17 anos e 9 meses de prisão como mandante do assassinato de Samuel Roman, radialista executado a tiros em abril de 2004. Em seu depoimento durante o julgamento que ocorreu em 2008, o ex-prefeito de Coronel Sapucaia afirmou ser inocente e atribuiu a acusação aos adversários políticos. Apesar de ter uma longa lista de processos na Justiça: crime contra patrimônio, homicídio, crime contra a administração pública e falsidade ideológica. De acordo com o Ministério Público, o crime foi ordenado pelo fato de a vítima, então radialista, ter denunciado em seu programa diário as irregularidades existentes em Coronel Sapucaia. Por conta da impopularidade gerada, o então prefeito ordenou a morte do radialista, pagando à época ao grupo de extermínio R$ 10 mil para que arquitetasse e realizasse a execução. Após a condenação pela morte do radialista, o ex-prefeito fugiu para o Paraguai onde ficou escondido por 11 anos. Em janeiro de 2019, Eurico foi preso pela Polícia Nacional do Paraguai, em Capitán Bado, cidade vizinha a Coronel Sapucaia. Por meio de procedimentos de cooperação policial internacional, Eurico Mariano estava incluído na lista de procurados pela Interpol. Após a captura, o ex-prefeito foi entregue às autoridades brasileiras no aeroporto de Assunção, sendo transportado em aeronave da Polícia Federal até a cidade de Ponta Porã, onde começou a cumprir a pena. – CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

O ex-prefeito de Coronel Sapucaia, a 400 quilômetros de Campo Grande, Eurico Mariano, que coleciona problemas com a Justiça, inclusive por ser o mandante da execução de um radialista na fronteira, foi condenado nesta semana por liderar um esquema de contratação de “funcionários fantasmas” que perdurou entre 2002 e 2003.

O esquema fraudulento resultou em um desfalque no valor de R$ 362.989,16 nos cofres da Prefeitura Municipal. A sentença, proferida pela juíza Mayara Luiza Schaefer Lermen, determinou que o ex-prefeito e outros envolvidos: Chefe de Gabinete, Secretário de Finanças, Secretária Municipal de Educação, Diretor do Departamento de Recursos Humanos e Secretária de Administração, devem ressarcir o Município pela quantia desviada, acrescida de juros de mora.

O inquérito civil público, instaurado pelo Ministério Público para investigar os fatos, revelou que o ex-prefeito e os demais que exerciam cargos de confiança atuaram de forma coordenada para desviar recursos públicos por meio do pagamento a pessoas que não faziam parte do quadro administrativo da cidade, os chamados “funcionários fantasmas”. O esquema teria ocorrido, no mínimo, de julho de 2002 a junho de 2003.

Durante o processo, a defesa do ex-prefeito alegou a inexistência de provas que o incriminassem, no entanto, o Ministério Público reforçou que Eurico Mariano foi o idealizador do plano de desvio de recursos públicos, em conluio com seu chefe de gabinete, que tinha total liberdade para contratar servidores que não trabalhavam no poder público.

Após analisar as provas e argumentos apresentados, a magistrada determinou a condenação não somente do ex-prefeito, mas também do Chefe de Gabinete e de todos os Secretários lotados em Coronel Sapucaia durante o mandato de Eurico Mariano.

Preso pela Interpol – Eurico Mariano foi condenado a 17 anos e 9 meses de prisão como mandante do assassinato de Samuel Roman, radialista executado a tiros em abril de 2004. Em seu depoimento durante o julgamento que ocorreu em 2008, o ex-prefeito de Coronel Sapucaia afirmou ser inocente e atribuiu a acusação aos adversários políticos. Apesar de ter uma longa lista de processos na Justiça: crime contra patrimônio, homicídio, crime contra a administração pública e falsidade ideológica.

De acordo com o Ministério Público, o crime foi ordenado pelo fato de a vítima, então radialista, ter denunciado em seu programa diário as irregularidades existentes em Coronel Sapucaia. Por conta da impopularidade gerada, o então prefeito ordenou a morte do radialista, pagando à época ao grupo de extermínio R$ 10 mil para que arquitetasse e realizasse a execução.

Após a condenação pela morte do radialista, o ex-prefeito fugiu para o Paraguai onde ficou escondido por 11 anos. Em janeiro de 2019, Eurico foi preso pela Polícia Nacional do Paraguai, em Capitán Bado, cidade vizinha a Coronel Sapucaia. Por meio de procedimentos de cooperação policial internacional, Eurico Mariano estava incluído na lista de procurados pela Interpol.

Após a captura, o ex-prefeito foi entregue às autoridades brasileiras no aeroporto de Assunção, sendo transportado em aeronave da Polícia Federal até a cidade de Ponta Porã, onde começou a cumprir a pena. –

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