‘Pit’ tenta escapar de júri por execução a tiros em Campo Grande

Emerson Correa Monteiro, conhecido como “Piti/Pit”, está tentando escapar do Tribunal do Júri pela execução a tiros de Wellingson Luiz de Jesus Reynaldo Felipe, apelidado de “Rico”, de 20 anos. O crime ocorreu em 2016, no bairro Jardim Aero Rancho, em Campo Grande. Para isso, Monteiro apresentou recurso ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).

Anderson Delgado dos Santos Martin, outro acusado de envolvimento no crime, também enfrentava a acusação da morte de “Rico”. No entanto, Martin foi morto a tiros em novembro de 2022, na região do Bairro Mata do Jacinto. Com sua morte, a punibilidade de Martin foi extinta, deixando Monteiro como o único acusado.

Após toda a instrução processual, a Justiça determinou que Monteiro irá a júri popular. No entanto, a defesa de Monteiro discorda e alega em sede recursal que a decisão de pronúncia é nula.

Segundo a defesa, o Juízo singular pronunciou o recorrente com base em reconhecimentos pessoais ilícitos e em depoimentos colhidos na fase inquisitorial, além de testemunhos de ouvir dizer.

A defesa também argumenta que os dois reconhecimentos fotográficos presentes nos autos não obedeceram ao procedimento previsto no artigo 226 do Código de Processo Penal.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que acusa e busca a punição de Monteiro, defende que o recurso não merece provimento. Ou seja, o MPMS defende que Monteiro seja julgado por júri popular.

As alegações e o pedido de Monteiro agora devem ser analisados por desembargadores do TJMS. A decisão deles poderá determinar se Monteiro enfrentará ou não o júri popular.

Morte de ‘Rico’ – Segundo a denúncia do Ministério Público, Anderson e seu comparsa, Emerson Correa Monteiro, o “Pit”, tinham uma rixa com a vítima, ‘Rico’, simplesmente porque ele era conhecido no bairro e recusava-se a “trabalhar” com eles na comercialização de drogas.

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