Passeio leva ciclistas por rota turística histórica nas ruas da Capital –

Em sua primeira edição, o passeio “Cicloturismo: conhecendo Campo Grande sobre duas rodas” levou 300 ciclistas pelas ruas da Capital na manhã deste domingo (19). Organizado pelo curso de turismo da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) em parceria com a Sectur (Secretaria de Cultura e Turismo de Campo Grande), o evento percorreu 5 km.

Saindo da Esplanada Ferroviária, os participantes passaram pela Avenida Calógeras, Fernando Corrêa da Costa, Ernesto Geisel, 26 de Agosto, Fábio Zahran, 14 de Julho e retornaram ao ponto inicial. Coordenador do curso de turismo, Erick Wilke explica que a ideia do passeio foi valorizar os atrativos da cidade.

“O evento começou a ser formulado no primeiro semestre de 2023 e a execução em si passou a ser realizada no segundo semestre. Então, em poucos meses conseguimos fazer com que o evento acontecesse”, explica o professor.

A partir da ideia gerada entre os alunos e professores do curso, o passeio foi aberto ao público geral e contou tanto com acadêmicos da UFMS quanto por quem gosta de estar sobre duas rodas.

Exemplo disso é a analista administrativa, Natália Cristaldo que, há um mês comprou sua bicicleta e vem entrando no ritmo. “Eu nunca tive vontade de ser ciclista, mas nos últimos meses decidi tentar. Para ajudar, meu carro estragou e tive que apelar para a bicicleta”.

Apesar de ser de Campo Grande, ela narra que nunca aproveitou para conhecer a história da cidade e viu o passeio como uma boa oportunidade. –

“Fiquei sabendo e quis participar. A gente passa pelos lugares, vê tudo acontecendo, mas na correria do dia a dia não pensa sobre isso. Acho legal essa parte”, diz Natália.

Além do passeio ciclístico, ela defende que outras ações turísticas precisam ser realizadas na Capital. “Nós não temos muitos eventos assim, a população sente falta”.

Liderando o trajeto, o guia de turismo Carlos Iraci explica que trabalha na área há 40 anos e vê o cicloturismo como uma boa oportunidade para a cidade. “Campo Grande ainda é embrionária no turismo, apesar de termos grandes polos próximos como Bonito e o Pantanal”.

Para o guia, o projeto executado nesse domingo indica que a cidade está preparada para receber novas edições com trajetos variados. “Hoje, nós escolhemos dar uma contextualizada no monumento da Maria Fumaça, depois falarmos sobre a primeira igreja de Campo Grande que foi a Santo Antônio e, por último, contar sobre a história de Campo Grande”.

Além do trajeto feito inicialmente, Carlos pontua que vários outros podem ser criados como atrativos para a população. “Nós temos histórias que muita gente não sabe, então essas ações são muito positivas”. –

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