Moradores de favela cercam prefeita e cobram casas prometidas em fevereiro –

Moradores da comunidade conhecida como Mandela cercaram a prefeita, Adriane Lopes (PP), para cobrar o conjunto habitacional prometido em fevereiro e que não tem previsão de sair do papel. A chefe do Executivo esteve no local para conversar com as famílias, escoltada pela Guarda Civil Metropolitana. A visita aconteceu após incêndios que destruíram 80% da favela nesta quinta-feira (16). Em resposta, Adriane disse que o projeto está em fase de regulação ambiental e é um processo demorado. –

‘É moroso e temos burocracias a serem respeitadas. Mas no momento do acidente vamos atender a todos que querem o acolhimento. Temos o serviços da prefeitura a toda comunidade. Ninguém vai ficar desatendido. Não tem como entrar em outra área ilegal, tirar de uma situação irregular e colocar em outra. Somos legalistas, precisamos obedecer a lei. Vamos garantir o direito de cada pessoas que está aqui”, disse.

Conforme a prefeita, moradores serão acolhidos no Cras (Centro de Referência da Assistência Social) Estrela do Sul, localizado na Av. Pref. Heráclito Diniz, e escolas da região norte de Campo Grande. Os que tiveram as casas atingidas pelo incêndio podem buscar ajuda e orientações no Cras. No local serão feitas distribuição de água e cestas básicas e inscrição no programa aluguel social.

A gestão também vai fornecer lonas, banheiros químicos e alimentação para aqueles que resolverem ficar no local. O Corpo de Bombeiros orientou moradores para que não habitem as residências que não foram atingidas, devido à intoxicação por fumaça. –

Relembre – Em fevereiro, a favela foi prejudicada por fortes chuvas, que causaram o desmoronamento de casas e um alerta da prefeitura para que famílias deixassem o lugar, com a promessa que teriam um conjunto habitacional. Moradores se recusaram a sair.

A proposta da gestão municipal era de retirar o grupo de ocupantes em área de risco até que todos sejam transferidos para os residenciais Mandela I, II e III, que serão construídos, a cerca de 2 quilômetros em linha reta, no fundo do Nova Lima. O local foi atingido por incêndios em março desde ano. Na época, três barracos foram atingidos. Não é a primeira vez que a comunidade perde.

Lá, serão construídas 220 casas para receber as 186 famílias já cadastradas do Mandela e o excedente a outras pessoas na fila pela casa própria. A expectativa era de que a entrega dos conjuntos começasse em 2024.

Entretanto, até o momento, o imbróglio segue em ritmo lento, já que o lugar encolhido pela prefeitura tem que passar por supervisão ambiental, devido a estar próximo do Córrego Segredo. Enquanto a obra não inicia, a prefeitura prometeu auxílio financeiro de R$ 500 por 12 meses somente para as famílias residentes em área de risco. –

Incêndio – Fogo atingiu a comunidade do Mandela na manhã desta quarta-feira (16), em Campo Grande, localizada na saída para Cuiabá. Equipes do Corpo de Bombeiros trabalharam para evitar que as chamas se espalhassem para o resto dos barracos que resistem no local. Em pânico, vizinhos fizeram uma corrente para ajudar a controlar as chamas e tentar apagá-las com baldes.

 

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