Faturando com vítimas em MS, esposa do Faraó dos Bitcoins é presa –

Esposa do Faraó dos Bitcoins, a venezuelana Mirelis Diaz Serpa foi presa pela PF (Polícia Federal) em Chicago, nos Estados Unidos. A prisão aconteceu na quarta-feira (dia 24), mas foi divulgada na noite de ontem. Ela levava uma rotina com postagens motivacionais nas redes sociais, além de publicar fotos, como selfie na Times Square, ponto turístico de Nova York.

Mirelis é ré em três processos que tramitam em Campo Grande. Os pedidos são para reaver investimentos em critptoativos. As ações são contra ela, o esposo Glaidson Acácio dos Santos (mais conhecido como Faraó dos Bitcoins) e a empresa G.A.S. Consultoria e Tecnologia Ltda. Os processos totalizam R$ 188 mil.

De acordo com o G1 do Rio de Janeiro, Mirelis estava de forma ilegal nos Estados Unidos e tinha mandado de prisão em aberto pela 3ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Foragida há dois anos e meio, ela é acusada de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, lavagem de dinheiro e integração de organização criminosa.

Ao portal, a defesa informou que ela teve problema no visto e que obteve habeas corpus no STJ (Superior Tribunal de Justiça) em dezembro do ano passado.

Após a deflagração da operação Kryptos, que teve como alvo o Faraó dos Bitcoins, Mirelis fez saque equivalente a R$ 1 bilhão. “Parte relevante deste numerário foi alcançado pela organização criminosa através de empresas controladas por investigada por esta CPI e apontada como pessoa que, em conjunto com seu marido (…), viabilizavam compra e venda de Bitcoins através das empresas controladas por eles”, aponta o relatório da CPI das Pirâmides Financeiras (Comissão Parlamentar de Inquérito).

Em 3 de fevereiro de 2022, a operação Valeta, uma etapa da Kryptos, prendeu uma advogada em Campo Grande.

O relatório menciona que, segundo investigações da PF, a advogada era responsável pela administração de duas empresas sediadas em Campo Grande e desenvolvia papel de intermediar a movimentação financeira entre principal empresa investigada na Operação Kryptos, e empresas estabelecidas no exterior.

A rede de lavagem chegou a movimentar cerca de R$ 38 bilhões entre 2015 e 2021. –

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