“Engolido” pela cidade, anel viário é lar perigoso, ganha-pão e muitos desafios –

Com 90 quilômetros, num trajeto que inclui as rodovias federais 163, 262 e 060, o anel viário que contorna a área urbana de Campo Grande tem trechos “engolidos” pela cidade, é lar perigoso para quem já não tem onde morar, ganha-pão dos que buscam complementar a renda e exibe desafios. –

Neste último quesito, a lista inclui lixões à beira do caminho, lentidão no trânsito e asfalto danificado ou sem sinalização, além de atropelamento da fauna. A partir da BR-163, no viaduto Engenheiro Paulo Avelino de Rezende, localizado sobre a Avenida Ministro João Arinos, o fluxo de veículos é intenso.

Enquanto as carretas “rugem” na principal rota para escoar a produção, carros e motocicletas passam pelo corredor de veículos pesados para acessar bairros que circundam a Avenida Guaicurus ou porque os condutores trabalham em empresas que margeiam a pista.

A BR-163,que é administrada pela concessionária CCR MS Via, é sinalizada e o asfalto se mostra melhor dos que nas rodovias vizinhas, 262 e 060, sob responsabilidade da União, mas sem cobrança de pedágio.

Apesar de trechos perigosos, quando o fluxo urbano se encontra com o da BR-163, a situação já foi pior. Antes da instalação de defensas metálicas, o zigue-zague de carros saindo dos bairros era ainda mais constante. –

O adensamento urbano, que faz com que a cidade cresça além do anel viário, levou à discussão sobre uma nova ligação de 37,8 quilômetros entre as saídas para São Paulo e Cuiabá, contornando bairros como Jardim Noroeste e Chácara dos Poderes.

A casa perigosa – Seguindo pelo contorno rodoviário, agora na BR-262, surge o acampamento Zumbi dos Palmares, do MPL (Movimento Popular de Luta). Nascido em março de   2017, com estimativa de ter até 600 famílias, o local parece, à primeira vista, fantasma. São barracos e barracos vazios e alguns já sem cobertura ou parede, deixando, por exemplo, um colchão exposto à chuva e sol. –

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