COMBUSTÍVEIS: Governo vai investir pesado no e-fuel combustível sintético

O governo quer investir em gasolina sem petróleo e enviou ao Congresso o Projeto de Lei do Combustível do Futuro, que pretende reduzir a dependência do país de combustíveis fósseis.

A ideia é investir na gasolina, ou diesel, fabricado sem a commodity, em uma espécie de combustível sintético, também chamado de e-fuel, feito a partir de hidrogênio e dióxido de carbono. Com isso, a dependência do petróleo seria menor.

O mais desafiador disso seria a produção que o e-fuel requer, envolvendo fábricas com grandes estruturas, deixando o custo de produção bem elevado.

Vale destacar aqui que a primeira fábrica comercial desses combustíveis foi inaugurada no Chile em 2021 e, de acordo com o fabricante, tem o objetivo de produzir 550 milhões de litros do produto por ano.

O projeto por lá recebeu um aporte de US$ 260 milhões e tem entre suas principais investidoras a montadora alemã Porsche.

Já aqui, o pacote de iniciativas enviado ao Congresso inclui um marco regulatório de combustíveis sintéticos e tem previsão de investimento de R$ 250 milhões.

Sobre a escolha chilena para iniciação, o país possui condições ideais para a produção do combustível sintético, uma vez que a região tem ventos que sopram durante cerca de 270 dias por ano, permitindo manter as turbinas eólicas em plena capacidade.

A fábrica também está localizada na cidade de Punta Arenas, próximo do Estreito de Magalhães, o que permite que o combustível seja exportado por navio para todo o mundo.

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