Anunciadas desde 2007, obras do Belas Artes em Campo Grande ficarão paradas novamente

A Prefeitura de Campo Grande rescindiu contrato com a empresa que faz a execução das obras do Centro Municipal de Belas Artes, que está em construção para abrigar espaço cultural na região do Centro da cidade. A publicação consta no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) desta segunda-feira (11).

Anunciadas em 2007, as obras enfrentam readequação de projeto e suspensão de prazos, também com troca de empresas que fariam a construção do empreendimento. No ano passado, houve suspensão do prazo, com a entrega prevista para março deste ano.

 

À época, o secretário Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Domingos Sahib Neto, disse que o serviço estava em andamento. “Mas o que está sendo executado não está de acordo com o projeto, por isso, estamos adequando os projetos para a conclusão”, comentou. A rescisão contratual com a Empresa Campana & Gomes Engenharia Ltda é assinada por Marcelo Miglioli, atual secretário.

A publicação aponta ainda um saldo de R$ 111 mil com a empreiteira.

Contrato do Belas Artes rescindido

Ao ser lançada, a licitação previa recursos de R$ 5.178.240,38 para concluir o Centro de Belas Artes, no bairro Cabreúva. Contudo, a obra – cujo projeto original era instalação da rodoviária da cidade, mas que teve a finalidade modificada posteriormente – enfrentou paralisação após a rescisão do contrato com a empresa Vale Engenharia e Construções, em abril de 2021, que chegou a ser contratada por R$ 3.175.125,66.

 

Porém, processo judicial envolvendo a construção paralisou o reinício da obra. Segundo Fiorese, os preços contratados se tornaram ‘inexequíveis’, durante o desenrolar da ação.

previsão era de que a obra – que envolve 20% do prédio, dentro de convênio com o Ministério do Turismo – durasse 270 dias ao custo de R$ 3.175.125,66. Ela precisaria ser concluída para as demais partes do prédio serem finalizadas. Ela também já permitiria o início do uso do espaço, projetado nos anos 1990 para ser a nova rodoviária da cidade, mas que acabou abandonado.

Vale lembrar que, em 2007, o imóvel teve nova destinação anunciada. No ano seguinte, foi fechado convênio com o Ministério do Turismo na ordem de R$ 5,8 milhões, que teve 80% concluído. A ideia é que o Belas Artes tenha salas de pintura, dança, música e teatro, sob gestão da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.

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